quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cabanagem

A Cabanagem foi uma revolta popular que aconteceu entre os anos de 1835 e 1840 na província do Grão-Pará (região norte do Brasil, atual estado do Pará).

Recebeu este nome, pois grande parte dos revoltosos era formada por pessoas pobres que moravam em cabanas nas beiras dos rios da região.

Estas pessoas eram chamadas de cabanos.


Os comerciantes e fazendeiros da região também estavam descontentes, pois o governo regencial havia nomeado para a província um presidente que não agradava a elite local.


Embora por causas diferentes, os cabanos (índios e mestiços, na maioria) e os integrantes da elite local (comerciantes e fazendeiros) se uniram contra o governo regencial nesta revolta. O objetivo principal era a conquista da independência da província do Grão-Pará.
Os cabanos pretendiam obter melhores condições de vida (trabalho, moradia, comida). Já os fazendeiros e comerciantes, que lideraram a revolta, pretendiam obter maior participação nas decisões administrativas e políticas da província.

Em Janeiro de 1835, tropas de cabanos conquistaram Belém, a capital provincial, e mataram várias autoridades do governo, entre elas o presidente da província.

Os cabanos tomaram o poder, mas tiveram grande dificuldade em governar. Faltava-lhes organização, havia muitas divergências entre os líderes do movimento e a rebelião foi traída várias vezes. Tudo isso facilitou a repressão violenta comandada pelas tropas enviadas pelo governo do Rio de Janeiro, capital do império. O final da Cabanagem só ocorreu em 1840.

Calcula-se que tenham sido mortos mais de 30 mil revoltosos. Os que sobreviveram às perseguições foram presos.

Os personagens importantes dessa rebelião são, João Batista Gonçalves Campos, que era um importante ativista da história do que hoje é estado do Pará. Com um corte infeccionado faleceu em 31 de dezembro de 1985. Félix Clemente Malcher, um dos líderes da cabanagem, mas foi morto pelos companheiros por falta de acordos entre si. E Irmãos Vinagre, Francisco Vinagre o presidente dos cabanos (não foi muito diferente do antecessor, Félix Clemente), mas traiu a confiança dos cabanos, se aliou ao governo imperial, mas mesmo os revoltosos sendo traído por ele, o deixou no poder.

Com essa revolta, podemos perceber que tudo que se inicia a favor de uma classe menos favorecida, termina mal, acabou que os mais pobres não chegaram a lugar nenhum, 30 mil pessoas foram banidas do mapa, e os que sobreviveram a "caça" foram presos.

Complicada essa situação, aonde quem está no poder faz com que os mais humildes aceitem seus domínios, custe o que custar. Enfim, desigualdade, seja ela como for, sempre irá existir.