terça-feira, 8 de setembro de 2009

PANORAMA – Brasil, 2009 (Modelo)













PANORAMA – Brasil, 2009


Bandeira -






Lema – “Ordem e Progresso”

Hino Nacional - http://www.youtube.com/watch?v=7ip3rPMp2js

Nome oficial: República Federativa do Brasil

Capital: Brasília

Maior cidade: São Paulo

Língua oficial: Português

Gentílico: Brasileiro

Governo: República Federal Presidencialista

Presidente - Luiz Inácio Lula da Silva (PT - Partido dos Trabalhadores)

Vice Presidente: José Alencar (PRB – Partido Republicano Brasileiro)


Grupos Étnicos:

Brancos 49.7%
Pardos 42.6%
Negros 6.9%
Asiáticos 0.5%
Ameríndios 0.3%


Principais fases políticas e formação do país:

Ex- Colônia, Independência de Portugal - Declarada em 7 de Setembro de 1822 - Reconhecida 29 de Agosto de 1825 - Fim da monarquia e instituição do regime republicano 15, 1889 - Constituição atual – 5 de outubro de 1988


Área:

Total - 8,514,877 km2 ( 5o maior país do mundo)
Água (%) 0,65


Fronteiras: Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa (França), Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela


População: Estimativa de 2009 191.480.630 hab. (5ª maior população do mundo)

Densidade demográfica - 22 hab./km² (182º)


PIB (base PPC) Estimativa de 2008

-Total US$1,981 trilhão* US$ (9º do mundo)

- Rena per capita US$10,326 US$ (77º do mundo)


Indicadores sociais

- Coeficiente de Gini (2008) 49,3 – alto

- IDH (2006) 0,807 (70º) – elevado

- Expectativa de vida 72,4 anos (92º)

- Mortalidade infantil 23,6/mil nasc. (90º)

- Alfabetização 90% (90º)


- POLÍTICA-


O Brasil possui um estado dividido em três poderes que coordenam e administram o país: Executivo, Legislativo e Judiciário. Atualmente uma república presidencialista (poder executivo forte e independente) e federalista (dividida em estados ou federações que gozam de relativa autonomia legislativa e administração própria).


A eleição presidencial é direta e o mandato é de quatro anos, com possibilidade de re-eleição e renovação do mandato por mais quatro anos.


O atual Presidente do Brasil é Luíz Inácio da Lula da Silva (2002-2009), ex-operário e sindicalista. De tradição política de esquerda o governo Lula foi visto com desconfiança pelos investidores estrangeiros (houve desvalorização da moeda do Real e o“risco brasil” subiu mais 2000 pontos )


Ao contrário de algumas expectativas da oposição, bem com de algumas alas mais radicais de seu partido, Lula manteve boa parte das políticas de seu antecessor, o governo FHC, e engendrou um governo mais centrista e moderado. Seu governo manteve bons índices econômicos e investiu em programas sociais e assistencialistas; alguns desses fatores lhe valeram índices históricos de popularidade e aprovação no país.


O Governo Lula sofreu diversas críticas de posições de direita e outros espectros políticos, entre elas a de conivência com a corrupção e desmoralização da política (a polêmica do Mensalão), a de manter um poder executivo expansivo (uso de MPs, Medidas Provisórias), uso de leis de incentivo e inchaço estatal em alguns setores e por programas sociais malogrados como o Fome Zero. Da esquerda sofreu ataques por seu revisonismo ideológico e conciliador e pressão de grupos mais radicais dentro e fora da base governista.


Nas relações diplomáticas com o estrangeiro manteve uma posição de pragmatismo político, buscando diálogo com E.U.A, U.E, China, Índia e servindo como mediador e mantendo uma posição passiva e defensiva quanto aos seus vizinhos da América Latina de posições políticas mais extremas como Bolívia, Equador e Venezuela.


-ECONOMIA-


O Brasil é a 10° maior economia mundial, de acordo com os critérios de PIB diretamente convertido a dólares dos Estados Unidos, e está entre as 7 maiores economias mundiais em critérios de "purchasing power parity".


Membro do bloco econômico MERCOSUL e hoje também considerado junto Rússia, China e Índia parte dos chamados “países emergentes”. Vem gozando de bons índices econômicos mas que receberam desaceleração considerável com a crise econômica mundial.


Apesar de ter tido ao longo da década de 1990 um salto de qualidade na produção de bens agrícolas, alcançando a liderança mundial em diversos produtos, a pauta de exportação brasileira foi diversificada, com uma enorme inclusão de bens de alto valor agregado como jóias, aviões, automóveis e peças de vestuário


O Brasil no renovou no início da década seu acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) quase que concomitaneamente a moratória da Argentina. Através de empréstimos internos e seguindo a agenda macroeconômica do governo anterior, quitou sua divida com o FMI, dois anos antes do esperado. A manobra foi criticada por alguns (por causa dos juros baixos da dívida), mas a manobra trouxe credibilidade ao país e atraiu os investimentos externos. Grandes esforços foram feitos no controle da inflação.


Em 2004 o Brasil cresceu acompanhando a economia mundial. No final de 2004 o PIB cresceu 5,7%, a indústria cresceu na faixa de 8%. Atualmente o país está entre os 20 maiores exportadores do mundo, com US$ 160,6 bilhões (em 2007) vendidos entre produtos e serviços a outros países. Houve um aumento considerável e gradual do salário mínimo ao longo dos últimos anos (de 180R$ em Março de 2002 para 465R$ em Dezembro de 2009) No entanto o Brasil continua sofrendo de males endêmicos como a alta carga tributária (impostos), uma das mais elevadas no mundo, à concentração de renda e taxas de juros altos.


Em 2007 foi iniciado pelo governo o PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) prevendo investimentos totais de R$ 503,9 bilhões até 2010 sendo uma de suas prioridades o investimento em infra-estrutura, em áreas como saneamento, habitação, transporte, energia e recursos hídricos. Muitas medidas dependem ainda de aprovação da câmara e do senado, e o programa foi criticado em alguns aspectos pela iniciativa privada e alguns dos estados.


- SOCIEDADE –


Diversidade étnica - A maioria da população brasileira é de origem heterogênea e em grande parte mestiça, com elemento étnicos compostos além da descendência branca européia portuguesa, indígena e de populações africanas de imigrações destacando-se em grande número a italiana e a nipônica durante o século XIX.


Religião - Formalmente o Brasil é um país laico e que prega a tolerância religiosa, sendo grande maioria (89%) da população cristã, com elementos de sincretismo e hibridismo com religiões de influência africana e espíritas. Entre 2000 e 2009 tem sido divulgado pela mídia o crescimento das religiões protestantes evangélicas, em especial as igrejas neo-pentecostais entre as camadas mais pobres da população.


Religião

1970

1980

1991

2000

Catolicismo

91,8

89,0

83,3

73,9

Protestantismo

5,2

6,6

9,0

15,6

Sem religião

0,8

1,6

4,7

7,4

Espiritismo


0,7

1,1

1,3

Religiões afro-brasileiras


0,6

0,4

0,3

Outras religiões


1,3

1,4

1,8

Fonte: Recenseamentos demográficos do IBGE de 1970, 1980, 1991, 2000. Livro 'Atlas da filiacão religiosa e indicadores sociais no Brasil'.


A ascensão da “nova classe” média -

Pela primeira vez na História, a classe média passa a ser maioria no Brasil. São hoje 52% da população (eram 44% em 2002) – ou 100 milhões de brasileiros, segundo a FGV.

Essa população emergente, com seu desejo de continuar a consumir e seu foco no progresso pessoal, é um sintoma de que o Brasil está melhorando. Em todos os países que alcançaram um alto grau de desenvolvimento econômico e social, a maioria dos habitantes pertence à classe média. Conhecer a nova classe média brasileira é, portanto, fundamental para entender o futuro do Brasil. Quem são essas pessoas? Como melhoraram de vida? Que impacto podem provocar? Quais desafios trazem para o país?

O economista Antônio Delfim Netto, ex-ministro nos governos militares, diz que a ascensão social em curso é do “mesmo gênero” que a ocorrida nos anos 60 e 70. “Criaram-se empregos industriais com bons salários, que permitiram à população comprar bens a que antes ela não tinha acesso”, diz Delfim. A diferença é a ordem de grandeza. A população brasileira aumentou, mudou do ponto de vista educacional e atravessou uma revolução demográfica que reduziu o tamanho da família. “Menos importante que o tamanho da renda é o povo sentir que progrediu”, afirma Delfim. “A soma de salário e crédito abundante permite que elas comprem bens de classe média.” Essa dinâmica, diz ele, cria a possibilidade de expansão ainda maior da economia, movimenta o mercado e põe mais gente no elevador social.

Para decifrar essa nova realidade, é preciso entender que a classe média desenhada pelas novas estatísticas é bem diferente da imagem consolidada pelo senso comum. Enquadrar as pessoas em determinada classe social é sempre um processo arbitrário, no Brasil e em qualquer país. Alguns pesquisadores usam como critério apenas a renda. Outros levam em conta fatores como patrimônio, ocupação ou nível de escolaridade. Em sua pesquisa, a FGV definiu como classe média as famílias com renda mensal entre R$ 1.065 e R$ 4.591.

Esse universo de 100 milhões de brasileiros é formado sobretudo pelos ex-pobres que acabam de pôr o pé na classe média. Alguns estudiosos chamam esse segmento de classe média baixa, outros falam em classe C. Para muitos, é difícil classificá-los. O certo é que melhoraram de vida. Anos atrás, não tinham conta em banco, consumiam apenas o essencial e seu principal objetivo na vida era chegar ao fim do mês com as contas pagas. Hoje, estão comprando o primeiro carro zero, construindo um cômodo a mais na casa, se vestem melhor. “Nossa maneira de olhar a classe média é meio americana”, diz o economista Marcelo Neri, coordenador da pesquisa e diretor do Centro de Políticas Sociais da FGV. “A classe média tradicional brasileira sempre comparou seu poder aquisitivo ao dos países desenvolvidos.”

A expansão da classe média e a redução da desigualdade de renda não são um fenômeno brasileiro apenas. Ele vem ocorrendo simultaneamente – e de forma acelerada – em todas as economias emergentes, sobretudo na China e na Índia. A explosão da classe média teve início há cerca de dez anos, ainda não atingiu seu pico e, segundo se prevê, deve durar pelo menos mais dez anos. Um estudo recente do banco de investimento Goldman Sachs – intitulado O Meio que Cresce – estima que, até 2030, 2 bilhões de pessoas terão se juntado à “classe média mundial”, conceito que, para o Goldman Sachs, inclui pessoas (e não famílias) com rendimento mensal entre US$ 500 e US$ 2.500. Os analistas Dominic Wilson e Raluca Dragusanu, que assinam o relatório, estimam que, em 20 anos, essa classe média, mais restrita que a descrita pela FGV, será 30% da população mundial.”


FONTES:


Enciclopédia Livre - Wikipédia - http://en.wikipedia.org/wiki/Luiz_In%C3%A1cio_Lula_da_Silva

http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_do_Brasil

http://en.wikipedia.org/wiki/Brazil

http://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%B5es_no_Brasil

http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&ct=res&cd=2&url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FPrograma_de_Acelera%25C3%25A7%25C3%25A3o_do_Crescimento&ei=5gOnSrqNE8uOtgfZq_yvCA&rct=j&q=PAC&usg=AFQjCNHDkGPjspOFUm-akAk_8goAjMloVA

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sal%C3%A1rio_m%C3%ADnimo#Brasil


Revista Época “A nova classe média do Brasil” - http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI10070-15228,00-A+NOVA+CLASSE+MEDIA+DO+BRASIL.html

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