quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Coréia do Norte

A coréia do norte, situada na Ásia, ao norte da China, apesar de passou por inúmeras situações históricas que a levaram ao seu frágil estado atual, porém, esta nação já se reergueu de crises em outros tempo e tende a voltar a ser uma nação emergente após esses tempos de crise.



Capital: Pyongyang

Língua oficial: Coreano

Presidente: Kim Yong-nam

Área: 120.540 km²

Fronteiras: Coréia do Sul, China e Rússia

PIB: US$ 40 Bilhões

IDH: 0.766 (médio)

Moeda: Won norte-coreano


História

A história da Coreia do Norte começa quando acaba a Segunda Guerra Mundial, em 1945. Neste ano os japoneses foram expulsos da península coreana e forças soviéticas e estadunidenses ocuparam a área. Os soviéticos estabeleceram-se ao norte do paralelo 38 e os estadunidenses ao sul. Formaram-se dois países divididos que reclamavam o direito sobre toda a península, cada um proclamando ser o legítimo representante do povo coreano.

A paz se mantinha fragilmente e em 25 de junho de 1950 a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul e deu início a uma grande guerra, envolvendo China e União Soviética de um lado e os EUA do outro. Em 27 de julho de 1953 foi assinado um armistício entre o comandante do exército norte-coreano e um representante da ONU, criando uma zona desmilitarizada entre os dois países.

Um regime de partido único tal qual o soviético foi implantado no país e tem sido assim até hoje. A Coreia do Norte apresentava bons índices de desenvolvimento econômico e industrial durante todo o terceiro quarto do século XX, graças à ajuda da URSS e ao cenário econômico mundial, mas a partir da crise do petróleo que surgiu nos anos 1970 o país sucumbiu diante da modernização tecnológica e econômica dos países capitalistas e não mais conseguiu se reerguer. Hoje depende freqüentemente de ajuda humanitária e apresentou, em 1995, um IDH com o Coeficiente de Gini no valor de 0.766, similar ao da China nos dias atuais, e superior ao IDH do Brasil na época. Mas o país, que passa por crises sociais graves busca acordos multilaterais para se re-erguer.

Em 1994 morreu Kim Il-sung, que governara o país desde 1948. Seu filho, Kim Jong-il, assumiu o comando do partido dos trabalhadores norte-coreano em 1997, e seguindo a linha do pai, opõe-se à abertura econômica do país, inflando gastos com o setor militar, possivelmente para barganhar algo dos inimigos políticos.


Fatos Históricos



No século I da Era Cristã, a Península Coreana é dividida em três reinos diferentes. O reino de Silla unifica a Península em 668. A dinastia Koryo, fundada em 935, dá ao país o seu nome, do qual deriva a palavra ocidental “Coréia”. Nos séculos seguintes, a Coréia é disputada por chineses, mongóis, japoneses e russos.
Em 1910, o Japão anexa o país, após uma guerra prolongada em que derrota chineses e russos. A dominação japonesa é marcada pela brutalidade, com esforços para suprimir a língua e a cultura coreanas. Durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), dezenas de milhares de coreanos são levados para trabalhos forçados no Japão e em países sob ocupação japonesa.

A resistência dentro da Coréia é esmagada, mas grupos antijaponeses continuam a atuar no exílio, com destaque para o Partido Comunista Coreano (PCC), apoiado pela URSS. Com a rendição do Japão, em 1945, a Coréia é dividida em duas zonas de ocupação – uma norte-americana, ao sul, e outra soviética, ao norte –, refletindo a Guerra Fria. Dirigentes do PCC, até então exilados na URSS, assumem posições de comando na zona soviética. As negociações para a unificação das Coréias fracassam e, em 1948, são criados dois Estados distintos: a Coréia do Norte e a Coréia do Sul. É oficializado o regime comunista na Coréia do Norte, sob a liderança de Kim II-Sung, que governa o país com mão de ferro até sua morte, em 1994.

Guerra da Coréia – Em 25 de junho de 1950, tropas da Coréia do Norte invadem o sul, numa tentativa de unificar o país sob o regime comunista. O Conselho de Segurança da ONU decide enviar tropas à Coréia. Integradas majoritariamente por soldados dos EUA, elas lançam um contra-ataque em setembro de 1950 e ocupam rapidamente a Coréia do Norte, atingindo a fronteira com a China em novembro. A entrada dos chineses, em socorro aos norte-coreanos, altera a situação e os norte-americanos recuam. Em 4 de janeiro de 1951, os chineses conquistam Seul, capital da Coréia do Sul. Uma nova ofensiva norte-americana, entre fevereiro e março, empurra as tropas chinesas e norte-coreanas de volta ao Paralelo 38 – a linha imaginária que separa as duas Coréias. Daí em diante, as posições permanecem inalteradas, apesar dos combates que prosseguem por mais dois anos.

Uma trégua, assinada em julho de 1953, estabelece uma zona desmilitarizada entre as duas Coréias. O armistício é assinado em Panmunjon, mas as negociações para uma solução definitiva ainda continuam e as relações entre as duas Coréias mantêm-se tensas.

Repressão – A Coréia do Norte reconstrói-se com a ajuda da URSS e da China, mas sua economia entra em estagnação a partir da década de 70. No plano político, o regime caracteriza-se pela intolerância a qualquer tipo de oposição e pelo culto a Kim II-Sung, idolatrado pela propaganda do governo. Kim II-Sung opõe-se à política de abertura implementada pelo presidente soviético Mikhail Gorbatchov no final da década de 80 e a diminuição da ajuda econômica da URSS obriga a Coréia do Norte a romper seu isolamento, iniciando o comércio com Formosa (Taiwan) e com o Japão em 1991.

Desnuclearização – Nos anos 90, o país torna-se foco de atenção da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), que suspeita da existência de um plano norte-coreano para a produção de plutônio para fins militares. O governo da Coréia do Norte, porém, não permite a inspeção da usina nuclear de Yongbion por equipes da Aiea. O episódio gera uma séria crise internacional. Em julho de 1994, morre Kim II-Sung, aos 82 anos. Seu filho e sucessor, Kim Jong-II, assina em outubro um acordo com os EUA para a desnuclearização da Coréia do Norte. O pacto prevê que ela interrompa a construção de dois reatores nucleares e os substitua por reatores fabricados na Coréia do Sul. Os EUA comprometem-se a prestar assistência tecnológica para suprir eventuais faltas de energia. O pacto promove uma tímida distensão entre as duas Coréias e, em novembro, a Coréia do Sul anuncia o fim do embargo comercial à Coréia do Norte.

Após ameaça de romper o acordo em janeiro de 1995, a Coréia do Norte finalmente aceita receber os reatores sul-coreanos. Em janeiro de 1996 o governo também concorda com inspeções rotineiras da Aiea em suas instalações nucleares, completando os termos do acordo de outubro de 1994.

Fome – O país, que passa por uma severa crise econômica, sofre uma grande inundação em julho de 1995. Ela atinge 75% do território e destrói toda a plantação de arroz, agravando a crônica escassez de alimentos. Com a ajuda da ONU em setembro de 1995 consegue arrecadar parte do dinheiro necessário para superar a crise.

Em maio de 1996 lideranças norte-coreanas assinam um acordo econômico e de cooperação tecnológica com a China. No mesmo mês, chegam a um acordo com os EUA para a realização de buscas conjuntas dos 8.100 militares dos EUA e da ONU desaparecidos durante a Guerra da Coréia. Em setembro de 1996, a Coréia do Norte protagoniza um episódio típico da Guerra Fria. Um submarino com cerca de 25 militares norte-coreanos encalha na Coréia do Sul, a 75 km da zona desmilitarizada que divide as Coréias. Suspeitos de espionagem e infiltração, sete são mortos pelas Forças Armadas sul-coreanas e um é preso.


Demografia

A população da Coreia do Norte é uma das populações mais homogéneas do mundo, étnica e linguisticamente, incluindo apenas pequenas comunidades chinesas e japonesas. A língua coreana não faz parte de nenhuma família linguística maior, embora se investiguem possíveis ligações ao japonês e às línguas altaicas. O sistema de escrita coreano, chamado Hangul foi inventado no século XV pelo rei Sejong para substituir a escrita Kanji ou seja o sistema de caracteres chineses e conhecidos na Coreia como Hanja, uma espécie de hieróglifo que não estão em uso como escrita oficial no Norte. A Coreia do Norte continua a usar a romanização McCune-Reischauer do coreano, contrastando com o Sul que reviu a romanização no ano 2000.


Políticas



A República Popular Democrática da Coreia é uma ditadura proletária estabelecida por Kim Il-sung desde o final da década de 1940 até a sua morte, em 1994, quando o cargo de líder máximo passa para seu filho, Kim Jong Il.

Pela estrutura política, que centraliza o poder decisório de todos os sectores da sociedade num só organismo, o Partido, pode-se bem afirmar que a Coreia do Norte é o último país stalinista do planeta, pois adota um sistema de governo muito similar àquele adotado na União Soviética durante a ditadura de Josef Stalin. Como tal, promove repressões políticas aos opositores, prendendo-os, torturando-os, executando-os ou enviando-os aos campos de trabalho forçado, os chamados gulags.

A Coreia do Norte assinou com os EUA em 1999 um acordo pelo qual os norte-coreanos abriam mão do seu programa nuclear em troca de combustível enviado, porém sob a administração de George W. Bush os EUA descumpriram sua parte do acordo, o que combinado com um crescimento das hostilidades da potência norte-americana, levou a Coreia do Norte a acelerar o seu programa nuclear.

O país afirmou ter o direito de testar tais mísseis, pois é um país soberano. O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou dia 15 de julho daquele ano uma resolução impondo sanções à Coreia do Norte por seus testes de mísseis. Em 9 de Outubro de 2006, a Coreia do Norte teria realizado um teste subterrâneo de um artefato nuclear. Dias depois, as sanções voltaram em vigor, pois o Conselho de Segurança da ONU considerou uma ameaça à paz mundial. Até a China, principal aliada da Coreia do Norte, apoiou a implantação das sanções.

Em 25 de Maio de 2009, a Coreia do Norte anunciou ter realizado mais um teste nuclear subterrâneo.

Economia


Agricultura: milho (2 milhões t), arroz (2,8 milhões t), batata (1,6 milhão t), batata-doce (450 mil t), soja (400 mil t) (1996)

Pecuária: suínos (3,3 milhões), bovinos (1,3 milhão) (1996)

Pesca: 1,7 milhão t (1993)

Minérios: antracito (70 milhões t), linhita (24 milhões t), tungstênio (1 milhão), fosfato (550 mil t) (1992)

Indústria: matalúrgica, siderúrgica, elétrica, mecânica pesada, cimento, química, têxtil

Parceiros comerciais: China, Repúblicas da CEI



A Coreia do Norte tem uma economia planificada de estilo soviético. As relações económicas com o exterior são mínimas e o país recebe ajuda alimentar da ONU. Relatos de melhoras económicas estão associadas às novas alianças estratégicas e a incrementação das transações com a China. Actualmente, 80% da energia e 20% dos alimentos são procedentes da China.

As principais actividades são a indústria pesada e a agricultura. Contudo, após o fim da URSS, e depois de consecutivas más colheitas, a economia parou de crescer.

Atualidades



Após adiar a operação por um dia, a Coréia do Norte lançou um foguete de longo alcance que teoricamente estaria levando um satélite de comunicações à órbita da Terra, levando tensão à Ásia.

A ação norte-coreana foi confirmada por diversas fontes, como o governo da Coréia do Sul, agência local “Yonhap” e a rede de TV sul-coreana KBS. A informação foi confirmada em seguida pelo Departamento de Estado dos EUA, governo japonês e a agência de notícias japonesa Kyodo. A operação foi registrada pelos radares do sistema de defesa da Rússia, instalados no Extremo Oriente.

Embora a Coréia do Norte não tenha divulgado dados do lançamento, o míssil subiu por volta de 11h30 local (23h30 deste sábado no Brasil).

Provocação

Minutos antes, o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-Bak, convocou seu Conselho de Segurança Nacional para analisar a situação e acompanhar o desfecho do lançamento. O porta-voz presidencial, Lee Dong-Kwan, afirmou que o país responderá "firmemente diante da provocação".

O governo japonês, que prometia abater qualquer míssil que atravessasse o país, disse que não tentou interceptar o foguete norte-coreano, mesmo depois de o equipamento sobrevoar seu território em direção ao Oceano Pacífico. O porta-voz do governo japonês, Takeo Kawamura, divulgou nota afirmando que o sobrevoo "foi sumamente lamentável".

Os EUA também lamentaram a operação norte-coreana. O porta-voz do Departamento de Estado, Fred Lash, disse que a ação "é uma provocação".

Tanques de combustível

Segundo as agências internacionais de notícias, uma parte do míssil, supostamente um primeiro tanque de combustível, foi desconectada e caiu no Mar do Japão, a mais de 160 km da costa japonesa. O segundo estágio do voo previa que outro tanque ainda iria se desprender do equipamento, e cair no Pacífico, a cerca de 1.200 km do Japão.
Mesmo com fins pacíficos, foguete norte-coreano seria uma ameaça

O lançamento de um foguete por uma nação potencialmente hostil, mesmo que para fins pacíficos, é sempre controverso. Isso porque esta é uma tecnologia de chamado uso dual - serve, na mesma forma, tanto para aplicações legítimas, como o lançamento de satélites, como para fins militares, como um ataque com bombas nucleares. Por isso toda a repercussão sobre o lançamento norte-coreano.

Os países que detêm a tecnologia de foguetes têm por norma não repassar esse conhecimento, como parte da política de não-proliferação de armas atômicas. Afinal de contas, o meio preferencial para um ataque com bombas nucleares é o uso de foguetes, que podem em princípio levar as ogivas diretamente ao alvo, em qualquer lugar do planeta. E a mesma tecnologia que serve para guiar um satélite até a órbita também serve para apontar um foguete para qualquer país do mundo.

Por isso até mesmo nações pacíficas, como o Brasil, acabam tendo de desenvolver seus foguetes de forma praticamente independente. E, no caso de governos hostis, como a Coréia do Norte e o Irã (que recentemente também lançou um satélite ao espaço), a reação dos países ocidentais acaba sendo muito maior.

Não surpreende, portanto, que os Estados Unidos se manifestem completamente contrários e peçam sanções aos norte-coreanos. O Japão e a Coréia do Sul - dois potenciais alvos para os foguetes do país vizinho - também se alinham da mesma forma.

Já Rússia e China tendem a ser mais moderados. Não custa lembrar que, informalmente, os russos são os que menos se preocupam com a não-proliferação. Eles vendem peças e serviços de assessoria para países que querem desenvolver lançadores de satélite - como aconteceu no desenvolvimento da espaçonave chinesa tripulada e está acontecendo no aperfeiçoamento do VLS-1, veículo lançador brasileiro.

Quanto à China, ela defende o acesso de outras nações a essas tecnologias como forma de legitimar sua própria ascensão a potência espacial, o que aconteceu principalmente ao longo da última década, com o lançamento dos primeiros astronautas chineses ao espaço e o teste de um foguete capaz de destruir satélites em órbita.

Não por acaso, foram exatamente essas as posturas tomadas pelos países antes de entrarem na reunião do Conselho de Segurança da ONU.

Posição dos países

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que o Conselho de Segurança deveria enviar uma mensagem enfática à Coréia do Norte por conta do que analistas acreditam que foi, de fato, o teste de um míssil desenvolvido para transportar uma ogiva a uma distância equivalente a até o Alasca.

"Com esse ato de provocação, a Coréia do Norte ignorou as suas obrigações internacionais, rejeitou os pedidos por moderação e se isolou ainda mais da comunidade de nações", disse em comunicado Obama, num giro pela Europa.

A Coréia do Sul classificou o lançamento do foguete como um ato "irresponsável." Segundo o Japão, foi "extremamente lamentável." A União Européia "condenou com o ênfase" a ação. A China e a Rússia pediram calma e moderação a todos os lados.

Ponderação

A segurança mundial e seu equilíbrio é importante para a paz já que o ser humano é um ser psicopata de natureza. Precisa de ameaça para garantir a paz. Os Estados Unidos, por um lado, sempre reclama porque quer deter a hegemonia mundial; China e Rússia não reclamam por interesses econômicos já que eles vendem muito para países que desenvolvem seus produtos; a Europa reclama porque não vendeu, não tem a hegemonia e se sente insegura, mas, principalmente, Japão e Coréia do Sul têm preocupações verdadeiras já que são vizinhos desse país isolado.

Atualmente, a Coréia do Norte não vive um bom momento no cenário internacional, sua economia frágil e suas relações diplomáticas com outros países do mundo tornam sua situação ainda mais delicada, principalmente após o lançamento de um míssil que supostamente levava um satélite para a órbita da terra, acontecimento que foi visto com desconfiança por outras nações aumentando ainda mais a tenção sobre esta nação.

5 comentários:

  1. Olá aluno sem nome!

    Você não seguiu o modelo e não citou suas fontes (a Wikipedia) , não resumiu, não apresentou conclusões pessoais ou comentários no texto.

    Vou pensar na sua nota. Mas primeiro vou ter que descobrir por eliminação quem você é.

    Davide

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  2. Contexto histórico bem explicativo e atualidade que proporciona ótima discussão.


    Larissa

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  3. O aluno é o Igor Davide, não vou falar o que o Davide falou e nem o que a Larissa concluiu... Mas que está ruim isso está =)... A preguiça não o deixou fazer melhor, O QUE É UMA PENA...

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  4. Ta ruim mesmo, o conteudo está até razoavel mas ta desorganizado e mal feito...
    A parte boa é que o próximo TEM que ser melhor.
    Mas soh pra constar, eu começo e termino o post com minhas opniões próprias ok?

    Igor Soares

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